quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A atual conjectura política no país

Eu e alguns amigos batemos um papo sobre as eleições presidenciais no Brasil. Gostei muito das idéias e vou expôr algumas aqui. Falei que o Governo Lula está longe de ser um bom mandato por causa das imundices e corrupções encravadas nessa época, onde até o filho do atual presidente está envolvido. Outro retrucou, afirmando que todo governo rouba, mas é indiscutível o fato de que Lula fez muito pelo país e que até foi o melhor presidente da história do Brasil. Vamos jogar as cartas na mesa, Lula foi um bom presidente sim, teve uma boa repercussão internacional e pôs o Brasil em destaque no cenário mundial ao segurar a nossa economia em um momento de crise global; mas discordo - de longe - o fato de ele ter sido o melhor presidente deste país. Um governo com tanta corrupção, falsidade e falta de assistência médica e educacional não pode ser considerado como o melhor. Lula tenta mascarar seu governo pondo em prática esse "Merreca Família" para "ajudar" os pobres. Nesse assunto, houve uma boa discussão nesse papo; um amigo me disse que ninguém estuda de barriga vazia, então eu o respondi da seguinte forma: porém, ninguém vai ser alguém de barriga cheia, mas sem educação. Sem falar da desorganização e - pra variar - corrupção nesse Bolsa Família. Até prefeito o recebe!
Falamos de FHC também, me disseram que ele "fodeu" o país. De fato, FHC não foi um bom presidente, mas também não foi ruim. Instaurou o plano real, combateu a inflação, mas pôs em prática uma ideologia - neoliberal - que julgava ser correta para o Brasil naquela altura. Todavia, FHC não pensou no futuro e se equivocou ao privatizar empresas que hoje valem bilhões.
Sobre as eleições desse ano, muitos dos meus amigos não votam em Dilma, nem em Serra. A indecisão ainda impera na cabeça do brasileiro que já anda cheia de problemas mal resolvidos pelos nossos manda-chuvas.
Esperamos que o próximo presidente, seja qual for seu nome e partido, seja o melhor para nós.

Agradecimentos aos companheiros de cachaça e idéias: Alex Santiago, Felipe Campos, Ian Demétrio, Igor Augusto e Lucas Cavalcante.

Abraços. Fiquem com Deus!

Em outras palavras...

A atitude de Cássio Cunha Lima em apoiar Ricardo Coutinho e deixar Cícero Lucena sozinho em mais uma batalha imprevisível na política paraibana foi uma "puta filhadaputice" =]

E a candidatura de Cícero Lucena é um ato memorável.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A candidatura de Cícero Lucena é certa como um "nó cego"

O cenário político da Paraíba vive um de seus momentos mais conflituosos e polêmicos dos últimos tempos. Não se trata apenas de uma contenda entre duas famílias que construiram verdadeiras oligarquias no estado. Apareceram novos nomes que vêm ganhando força nos anos anteriores. Todavia, apareceram grupos formados por pessoas até então arqui-rivais e rupturas em laços que se ligavam há muito tempo. Sem dúvida o que mais chamou a atenção foi o apoio declarado de Cássio Cunha Lima ao então prefeito pessoense e candidato a governador do estado, Ricardo Coutinho. O fato que está por trás, ou melhor, descaradamente "por frente" desta verdadeira batalha política, é que após muitos anos, envolvendo derrotas e glórias, de aliança entre os Cunha Lima e Cícero Lucena, o ex-governador Cássio resolve dar apoio àquele que, na lógica, deveria ser um adversário. Mas Cássio não deixou Cícero sozinho, ao contrário do que muitos pensam, o senador tem o apoio de todos aqueles que acompanharam sua trajetória humilde, guerreira e vitoriosa. O justo ato de se candidatar a governador da Paraíba sem o apoio de nenhum renome da política paraibana já é motivo de elogios e caras emburradas dos adversários. O que Cícero Lucena está fazendo já entra na história da política desse estado, que carece de homens com tal coragem no poder. Uma vez, Armando Abílio (também apóia Ricardo) perguntou se o "nó continuava atado" - com clara alusão a candidatura de Cícero. Eu vos respondo, caríssimo dep. Armando: esse nó aqui, é um nó cego, alguém conseguirá desatá-lo?

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mercado da Bola 2010

A época de contratações de 2010 talvez tenha sido uma das mais estáticas dos últimos anos. Na Europa quase não vemos grandes movimentos dos clubes mais tradicionais, no Brasil idem. Com exceção do Corinthians, que trouxe o veterano Roberto Carlos, nenhum outro clube brasileiro conseguiu um reforço que causasse impacto. Pudera, o ano de 2009, nesse quesito de contratações impactantes, é muito difícil de superar. Vamos analisar as principais contratações que marcaram este início de ano/temporada.

Comecemos pelo próprio Sport Club Corinthians Paulista, que trouxe nomes já consagrados no cenário nacional, como os apoiadores Danilo (campeão por onde passou) e Tcheco - jogador com características relevantes para uma Libertadores: brigador, raçudo e líder em campo. Além deles, veio a principal contratação para o centenário do time, o lateral-esquerdo Roberto Carlos. Só falta agora o clube trazer Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo para fechar o famoso quarteto "4 Rs" que fez muito sucesso na Copa de 2002. Achei interessante a contratação de Iarley, um "jovem" de 33 anos, que andou comendo a bola pelo Goiás, jogando regularmente bem. O time paulista, na minha opinião, desponta como favorito para o Campeonato Paulista e um dos fortes candidatos para o título da Libertadores. O São Paulo foi discreto esse ano; contratou pouco, porém, sempre cirurgicamente. Trouxe zagueiros, como a boa surpresa do último Campeonato Brasileiro: Xandão. E a maior contratação para a temporada foi o campinense Marcelinho Paraíba, que levou o Coritiba nas costas na última campanha pelo Nacional, mas não conseguiu evitar o descenso. O Palmeiras contraotou um bom volante, vindo do Galo, Márcio Araújo chega para ser titular. A melhor contratação, e última, foi a do zagueiro Léo, ex-Grêmio. O Santos fechou com um dos melhores meias do Campeonato Brasileiro de 2009, Marquinhos (ex-Avaí) e trouxe Dorival Júnior, excelente técnico, estrategista e orientador. Em Minas, o Atlético Mineiro acertou com Muriqui e Leandro (atacante e lateral-esquerdo), além de trazer o zagueiro Jairo Campos, que confesso nunca ter o visto jogar e nem sei se foi titular durante a última conquista internacional do seu ex-clube, a LDU. Todavia, o Galo levou um golpe forte ao perder Éder Luís para o Benfica. O jogador era um dos mais ágeis do time e acho difícil Muriqui conseguir suprir essas características agora ausentes. O Cruzeiro talvez tenha sido o mais parado nessa época de negociações. Trouxe Pedro Ken, um excelente reforço com futuro promissor e não perdeu nenhum jogador titular, por enquanto. No Rio de Janeiro, O Vasco antes mesmo de virar o ano já contratava muito e fechou seu elenco rapidamente, o que obviamente é muito bom para pegar entrosamento, já que são tantas caras novas. Dentre elas, destaco o lateral-esquerdo Márcio Careca, que para mim, barraria Juan fácil no meu Flamengo, além do artilheiro Rafael Coelho (ex-Figueira) e da surpresa Dodô, que finalmente volta aos gramados depois de um período afastado por doping. O time de São Januário ainda busca o meia Rafael Carioca (ex-Grêmio) e que atua no Spartak Moscou (mesmo clube de Ibson). Se o time da Colina conseguir fechar esse negócio, será a melhor contratação para o primeiro semestre. O Botafogo me surpreendeu, contratou muito bem. Consequência de um ótimo trabalho feito pelo presidente e comissão técnica do clube que tentam reerguer o alvinegro. A contratação de El Loco Abreu foi excelente, uma das melhores aquisições de um clube brasileiro nesse início de temporada. Para completar, o clube ainda trouxe o disputado Herrera para aumentar o sotaque espanhol no ataque botafoguense. O Flamengo (HEXACAMPEÃO BRASILEIRO), perdeu alguns bons jogadores como o volante Airton (em ascensão) e o corredor Everton (a terceira contratação mais cara da história do futebol mexicano - quase R$ 10 milhões). Além disso, Zé Roberto, importante na reta final do título brasileiro, está quase de saída. Até agora o time Rubro-Negro só trouxe Fernando, mais conhecido como "o irmão de Carlos Alberto", que veio do Goiás. Não gostei. Acho Fernando inferior a Airton e um time campeão nacional e que vai disputar 4 torneios (podendo chegar a 5 se for campeão da Libertadores) não pode perder jogador e contratar um pior. Até um do mesmo nível não é 100% aceitável. O elenco é bom, mas a diretoria está se preocupando demasiadamente com um jogador que não merece toda essa novela feita pelo próprio Flamengo e imprensa: Vágner Love. A espera já é longa e o time não se preocupa com outros setores, como o próprio meio-campo, que só tem Petkovic (de 37 anos) para fazer a função de armador. O próprio sérvio já afirmou que não deve aguentar todos os jogos da temporada e já pediu para a direção providenciar um substituto (eu me candidato hehehe). O Fluminense também contratou pouco: Willians e Júlio César (melhor lateral-esquerdo do Brasil) merecem destaque. No sul, o Internacional acertou com Nei, excelente lateral-direito, Thiago Humberto - um dos destaques do Barueri no último Campeonato Brasileiro e manteve seu time titular, inclusive o cobiçadíssimo D'Alessandro - até agora! O Grêmio contratou três bons atacantes: William, Borges e Leandro. E vem forte para a disputa dos torneios nacionais com um técnico que já mostrou ter qualidades: Silas.

É isso galera, aí está um resumo do que aconteceu no Mercado da Bola nacional.
Abraços, até os torneios estaduais.

Feliz Natal atrasado e um próspero 2010 para todos!

Que o Natal não seja uma data anual, mas sim, existencial em cada um de nós.
Um ano repleto de felicidades e realizações, com muita saúde e proteção divina para todos nós!

Só para constar: FLAMENGO HEXACAMPEÃO BRASILEIRO (80-82-83-87-92-2009)

Abraço a todos.

domingo, 29 de novembro de 2009

FLAMENGO SEMPRE EU HEI DE SER!

Hoje foi um dia especial. O dia 29 de Novembro de 2009 tem que entrar para a minha biografia como um dos dias mais emocionantes da minha vida. Minha família está saudável, estou de bem com Deus e posso ver pela primeira vez, desde que nasci, o Clube de Regatas do Flamengo campeão brasileiro. A 37ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009 talvez tenha sido a mais emocionante que acompanhei em todas as outras edições. A "bolinha" da Rede Globo não parava de "apitar" - anunciando que tinha gol na rodada - e a cada aparição, um nó na garganta, o punho fechado, pronto para comemorar um gol do Goiás contra o São Paulo, ex-líder. Essa comemoração veio quatro vezes, o São Paulo - quem diria - perdeu seu jogo para o Esmeraldino por 4x2 e saiu da 1ª para a 4ª colocação. O jogo do Flamengo foi bom no 1º tempo e se resumiu a um amistoso na segunda etapa. O Corinthians, exceto o chato Defederico, claramente jogava sem vontade, à "banho-maria". Bom para o Flamengo e para nós, fanáticos por esse time de tradição, luta e inúmeras vitórias. Nós vencemos o jogo por 2x0, levamos sufoco uma parte do segundo tempo quando ainda estávamos com a vantagem mínima, Defederico queria estragar a nossa festa a qualquer custo, já que se ele marcasse um gol e o jogo terminasse empatado, o Internacional assumiria a ponta pelo primeiro critério de desempate e dependeria de si para ser campeão. Quem está nessa situação agora é o Flamengo, precisando apenas de uma vitória contra o Grêmio num Maracanã que teve todos os seus ingressos vendidos em apenas um dia. Todavia, futebol é foda! Se tivéssemos derrotado o Goiás, já seríamos hexacampeões por antecipação, e esse mesmo jogo contra o Goiás mostra que não podemos perder a atenção um minuto sequer contra o Grêmio e ainda há mais três times disputando o título no próximo domingo, última rodada desse sensacional Campeonato Brasileiro de 2009.
Quis fazer esse comentário apenas quando o campeonato encerrasse, mas a minha euforia não permitiu.
Espero que domingo que vem eu possa gritar com todas as minhas forças vindas das frenéticas pulsações do meu coração rubro-negro: HEXACAMPEÃO!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A unificação do ENEM

O ano de 2009 marca para a educação brasileira uma espécie de revolução no sistema de provas para aprovação nas maiores universidades do Brasil. Parte das faculdades brasileiras perderam autonomia na realização de seus exames e dependerão da prova do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) para aprovarem seus respectivos candidatos.
O ENEM, outrora desprezado por muitos estudantes brasileiros, agora passa a ser visto como porta de entrada para o mundo acadêmico. Porém, nem todos passaram a priorizar o ENEM, já que muitas faculdades ainda não aderiram a essa proposta do atual senhor ministro da Educação Fernando Haddad, e com seus motivos. Um país desigual e "continental" como o Brasil não pode de uma hora para outra ter um único exame para aprovar milhares de estudantes sem uma fiscalização qualificada e preparada. A prova de que isso não daria certo veio dias antes da realização das provas, com a descoberta de roubo dos exames já impressos e prestes a serem rodados para todo o Brasil. Resultado? Anulação e consequentemente adiação das provas para os primeiros dias do mês de dezembro. Esse furto não só deixou claro que o Brasil está imaturo para uma distribuição igual de provas para todos os estudantes, como também trouxe prejuízos aos cofres do (povo)governo: a impressão das novas provas custará R$31,9 milhões. E ainda levantou a seguinte indagação: quem garante que nos anos anteriores (quando o ENEM era menos relevante) não houve outros vazamentos de avaliações/gabaritos?
A unificação do ENEM é uma boa ideia, mas foi lançada de forma impensada e desplanejada, como se fosse uma mudança urgente para o Brasil, coisa que está longe de ser, já que as faculdades andavam relativamente bem com seus processos seletivos. Todavia, não basta ser apenas uma boa ideia, tem que ser um excelente projeto, e para isso, falta ação e tempo: ação para minimizar a desigualdade educacional em que estamos: um aumeto salarial para os professores - o que interessaria mais pessoas que buscam uma graduação e agradaria quem já é professor - além de uma ampliação e melhora significativa nos cursos de Letras e na qualificação dos educadores ajudaria a equivaler a educação em todo o país; e tempo para que as mudanças surtam efeito. Logo, a unificação do ENEM precisaria ser revista, arquivada e num futuro próximo voltaria à tona com um país mais maduro e igualitário. Pois, se o senhor ministro da Educação quis fazer uma manobra para "igualar" a educação do país, o tiro poderá sair pela culatra.